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  • Foto do escritorViviane Campos

Quais chocolates os celíacos podem comer sem medo


Celíacos podem comer chocolate? A resposta é: depende. Certos chocolates fazem bem à saúde, inclusive para quem precisa evitar o glúten. Mas para escolhê-los é preciso prestar atenção às informações do rótulo. O processo de fabricação e os ingredientes precisam garantir segurança ao consumidor que não pode comer glúten.



Celíacos e intolerantes ao glúten devem seguir uma dieta que restringe a proteína, encontrada em cereais como trigo, aveia, cevada e centeio. No caso dos chocolates, é comum que produtos de qualidade inferior sejam "disfarçados" com outros ingredientes, como farinhas, grãos crocantes e realçadores de sabor, como o xarope de malte.


A boa notícia neste Maio Verde, mês de conscientização sobre a doença celíaca, é que os chocolates indicados para esse público são simplesmente os de melhor qualidade. Têm concentrações mais altas de cacau, menos açúcar e a receita leva poucos ingredientes, todos naturais.


A primeira dica, portanto, é procurar os chocolates bean to bar. Eles são produzidos a partir de grãos de cacau selecionados e torrados na própria fábrica — ou seja, a marca tem controle sobre todo o processo, desde o plantio até o consumidor. Em segundo lugar, o consumidor celíaco deve encontrar na embalagem a frase "Não contém glúten", exigida por lei federal.

O mercado brasileiro de chocolates de verdade, os bean to bar, foi inaugurado pela Nugali, de Pomerode (SC), em 2004. A empresa criou o primeiro chocolate 70% cacau do Brasil. Quase 20 anos depois, é a marca mais premiada do país, sempre com receitas que levam poucos ingredientes.


— Nos primeiros anos da Nugali, já se falava em alergia a glúten e a soja, por isso decidimos que nossos produtos não conteriam nenhum dos dois. Nos anos seguintes, outras intolerâncias e restrições ganharam espaço na medicina e na comunicação, e fazia todo o sentido nos preocuparmos com o respeito às restrições e opções alimentares de cada um — conta Maitê Lang, fundadora da marca.


Mesmo dentre os chocolates bean to bar, é preciso prestar atenção se o rótulo garante que, durante a fabricação, o risco de contaminação cruzada com substâncias que contenham glúten é mesmo zero. Na Nugali, isso também vale para a linha sem lactose, que é fabricada em ambiente isolado.


Saúde


Além de melhores e mais saborosos, os chocolates de verdade fazem bem à saúde. No caso dos celíacos, as vantagens são ainda mais perceptíveis.

— O cacau é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório, o que é ótimo para estabilizar o processo inflamatório intestinal do celíaco ou intolerante ao glúten. Também é rico em catequinas, que podem aumentar a quantidade de bifidobactérias e lactobacillus, que são bactérias boas para a saúde e que exercem efeito prebiótico — explica a nutricionista Andressa Wagner.


A inclusão de chocolates bean to bar na dieta também pode ajudar a melhorar a saúde do coração porque o cacau contém flavonoides, que reduzem o risco de doenças cardiovasculares. O consumo moderado ainda ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade.


Maio Verde


O Maio Verde foi criado em 2018 com o objetivo de promover a inclusão das pessoas com doença celíaca e informar a população sobre essa condição. Trata-se de uma doença autoimune causada pela intolerância ao glúten, proteína encontrada em cereais como trigo, aveia, cevada e centeio, entre outros. Em 16 de maio é lembrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca. 


Nugali


Fundada em 2004 por Maitê Lang e Ivan Blumenschein, casal de engenheiros que trocou carreiras na Embraer pela própria fábrica de chocolates, a Nugali conquistou lugar no mercado premium, antes restrito aos importados. É a primeira marca brasileira a desenvolver chocolates bean to bar, em que o fabricante controla a produção desde o plantio do cacau até o consumidor.

A fábrica está localizada em Pomerode (SC), na Rota do Enxaimel, eleita pelas Nações Unidas entre as melhores vilas turísticas do mundo. O tour de fábrica, inaugurado em 2021, recebeu cerca de 150 mil visitantes no último ano.

Mais informações em www.nugali.com.br


Foto: divulgação

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