• Viviane Campos

Mesmo com a crise causada pela Covid-19, mercado de cervejas artesanais cresce no Distrito Federal


Número de cervejarias na capital federal já é quase o triplo dos últimos dois anos



O mercado brasileiro de cervejas artesanais expandiu nos últimos anos, mesmo com a pandemia. Em Brasília não foi diferente, pois a região cresceu acima do restante do país, informa a Abracerva-DF. Nos dois últimos anos, o Distrito Federal passou de cerca de cinco fábricas para treze marcas brasilienses, um aumento de cerca de 160%. “O mercado cervejeiro é muito passional, então os investimentos começaram antes ou no início da pandemia. Como era algo incerto, os empresários continuaram investindo, o que contribuiu para o crescimento”, conta Pedro Capozzi, presidente da associação.

Com um setor cada vez mais efervescente e com o número de adeptos e entusiastas em ascensão, eventos com foco na bebida estão retomando, como é o caso da Feira Beba do Quadrado, considerada o maior festival de cervejas artesanais da capital federal, com diversas datas agendadas para os próximos meses.



Na próxima edição, nos dias 30 de abril e 1 de maio, no estacionamento 4 do Parque da Cidade, o Beba do Quadrado vai receber o maior número de torneiras de chopes da história da feira. Ao todo, serão mais de 110 opções disponíveis para o público saborear e comprar. “Nesse período de pandemia, a maior dificuldade foi não sabermos quando iríamos voltar. Com a retomada, a atmosfera de reencontro, ver os eventos acontecendo e cervejarias voltando a aumentar a produção após anos é uma emoção indescritível”, ressalta Guilherme Sette, produtor do Beba do Quadrado.


O Abracerva-DF observou ainda que o crescimento da indústria depende de atualizações das legislações do setor, que ainda são muito atrasadas. Segundo Pedro, houve uma retração e até uma pausa de atividades, de aproximadamente 30% de marcas ciganas do DF, em questão de presença de mercado e atuação, pois muitas trabalhavam com poucos pontos de vendas e eventos, que foram duas áreas afetadas pela pandemia.


Falar de empregabilidade é meio complexo para o presidente da associação, pois o mercado cresceu nesse meio tempo. “Todo mundo aumentou o volume de certa forma, e as indústrias, principalmente, tiveram que se adequar. Algumas marcas que produziam fora resolveram colaborar e produzir internamente”, explica. Para Pedro, foi bem visível a quantidade de clientes que diminuiu, que não acompanhou o mesmo passo de novos clientes que chegaram. “O período da pandemia teve seu lado positivo, pois foi fundamental para que as marcas se aproximassem mais do consumidor final, seja por meio dos e-commerce ou até mesmo do delivery”, conclui Capozzi.